9 de jun. de 2010

Sujeito e Conhecimento

Lendo alguns textos sobre ensino de História deparei-me com algo que transcendia meu métier, tratando também da relação dos sujeito com o conhecimento. No texto se construía o conceito de "forma de conhecimento" para designar a existência social e material do conhecimento na escola, da interação professor/ aluno, da lógica de determinado conhecimento e no modo como se ensinava o conteúdo - notem que que a interação professor/aluno é diferente do ensino do conteúdo.

Nesta proposta se criavam três categorias para explicar o trabalho do professor: a primeira era a forma "tópica" com ênfase maior em designar os termos separadamente, excluindo a participação do aluno, com o saber possuindo status em si mesmo, como uma verdade absoluta; a segunda forma é a "operativa", a qual pressupõe uma tarefa ou operação que necessita do conhecimento para ser cumprida, afastando-se do aspecto puramente mnemônico da primeira forma; na terceira, a base está no interesse em dar a conhecer, no sentido de tornar inteligível, a realidade dos sujeitos, buscando encontrar um ponto de intersecção entre o sujeito que aprende o conhecimento.

Esta terceira "forma de conhecimento" chamada de "situacional" necessita de um interesse do professor em conhecer o mundo mental de seus alunos, de uma certa postura investigativa e de respeito, para partir daí na construção do conhecimento. Antes de se abordar novos assuntos é útil sondar o que os alunos conhecem, perguntar até mesmo com alguma insistência para quebrar o medo inicial do educando de "falar besteira" e sem desmerecer o que é dito por ele, analisando com argúcia o que pode servir como marco assimilador para os novos conhecimentos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário